domingo, 5 de maio de 2013

Das bagunças, crianças e Afins



Passando pelo Vida Organizada e lendo essa matéria - já tinha visto o vídeo delas das Mamatracas, esse da Anne e é muito engraçado ler, apesar de desesperador para quem passa. O texto é totalmente fiel à realidade mas, sim eu tenho um mas. Não sou uma pessoa organizada mas sou chata, coisas totalmente diferentes que ajudam - ou não - na rotina.
Lendo ao texto, fico pensando que nunca passei por essa avalanche, um furação ter passado pela minha casa, digo diariamente. Claro que têm dias que isso aqui beira a loucura mas, combinemos, não é só a pequena que faz a zona, sou eu, o marido, a preguiça e ela, claro.

E então eu olho agora para ela na sala pulando e vendo desenho, em pleno domingo onde a casa não está uma arrumação, tenho roupas a dobrar, chão para limpar, bancada a ser organizada entre outras coisas e vejo que mesmo na bagunça, a casa não está um caos. Hoje é domingo, estamos no final de semana, é passável.

O que quero dizer é que uma ou no máximo duas vezes, minha casa virou um caos porque a pequena fez bagunça. As duas vezes que me lembro realmente, era de chorar, quase surtei, era brinquedo espalhado por todo quarto. Mas no geral percebo que ela é tranquila e eu até gosto de "certa" baguncinha de bichinhos pela casa, dão o toque na decoração. Mas também, nunca mudei a decoraçao da minha casa por ter criança, nunca tirei nada do lugar porque agora a casa tem um novo ser que acaba com tudo. Nunca foi assim. Desde pequena, eduquei-a para não mexer nas minhas coisas, ou da casa. por exemplo: agora, apenas agora com quase sete anos, ela pode - com a minha permissão, claro, abrir uma gaveta para pegar uma bolacha, uma surpresa ou seja lá o que fôr. Nunca dei acesso à ela fazer o que quisesse. Sempre limitei sua "performance". Claro que isso fica bem mais difícil com mais filhos, se um é difícil segurar, imaginem com mais. Boa sorte aos que não tem filho único.

Eu vejo que nas outras casas, a farra é feita, papéis picados são jogados nas brincadeiras, tintas marcam o chão, o giz de lousa marca o sofá e a criançada se diverte. Vejo que minha filha também se diverte tanto em casa, quanto na casa das amigas mas, aí também tem um outro lado, que talvez só eu, ou pessoas que são como eu pensam: será que estou deixando ela ser "livre", brincar e curtir a vida infantil ao limite? sim, bate um pouco de culpa, de "poxa, ela é criança, tem mesmo que brincar e fazer farra".

Devo dizer que essa culpa vale nos primeiros dez minutos ou nem isso, porque logo minha razão volta e me diz: ela brinca, se diverte mas com limites que tem que aprender, onde nem tudo pode, no mundo ela não poderá fanfarrear assim, ela terá que ter limites. E aí, eu vejo que o bem que tenho feito é bem maior do que a bagunça que não pode fazer e consequentemente da bagunça que ela se livrará amanhã!